Derradeira
Homenagem de Anna Lins aos amigos e amigas de seu ciclo íntimo
Este foi um ano dos mais incríveis e mais difíceis da minha vida. Aprendi que tudo é passageiro, momentos, sentimentos, pessoas, flores. Aprendi que amar é ceder tudo e deixar que doa. Aprendi que a vulnerabilidade é sempre a escolha certa, porque é fácil mostrar frieza num mundo que quase nos impede de mostrar ternura. Aprendi que tudo chega em duplas, vida e morte, dor e prazer, sal e açúcar, eu e você. Esse é o equilíbrio do universo. Esse foi o ano de sofrer demais e viver mais ainda. Transformar estranhos em amigos, transformar amigos em estranhos. Aprender que sorvete de menta com chocolate dá jeito em quase tudo. E nas dores que não tem jeito, sempre terei o colo de minha mãe. Precisamos aprender a focar no calor humano. Humano, sempre, mergulhar nosso corpo nele e virar versões melhores para o mundo. Se não formos gentis uns com os outros, como é que vamos ser gentis com o desespero que mora em nós mesmos?
Rupi Kaur, página 193, o livro O que o sol faz com as flores.
Agradeço a publicação de um dos poemas mais bonitos da Poetisa Indiana RUPI KAUR. 2023 realmente foi um ano teste de resiliência e acho que passei, ainda que em recuperação l. Gratidão Ferreira. E a música lindaaaa
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